sexta-feira, 18 de junho de 2010
Não me preparei para este mundo cruel, sinto calafrios de ter que viver. Estou cansada dos seres humanos, de tentar ser alguem plausível. Sou tão fraca intelectualmente e espiritualmente que o meu andar a esmo encontrou o clã do destino. Ao mesmo tempo que em colapsos repentinos me vejo entre a ponte da vida, choro,lágrimas caem desvairadamente por não encontrar a saída desse universo magro e úmido, sem amor. Não me sinto a vontade com algumas palavras, compaixão, solidaridade, e desapegos. Sou tão mesquinha, sou tão egoísta.
"O resto é Silêncio" Cena II, Ato V (Hamlet)
O silêncio é devorador.
Ele é maldito e sagrado...
Meu espírito se transforma no silêncio.
oooooooooooooh, eu morro de medo do silêncio.
Eu posso ser pior e má silenciosa.
A semântica é nossa inimiga, o silêncio é só a bala perdida.
Ele é maldito e sagrado...
Meu espírito se transforma no silêncio.
oooooooooooooh, eu morro de medo do silêncio.
Eu posso ser pior e má silenciosa.
A semântica é nossa inimiga, o silêncio é só a bala perdida.
terça-feira, 15 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Enxergo como quem vê o céu, nitidamente bem, o poder destrutivo das pessoas. Sinto a dor da não compreensão, fico presa numa bolha humana de dúvidas e incertezas, ninguém sabe o teor de palavras jorradas que pulam para fora das bocas amaldiçoadas expectoradas com toda a força remota ao momento instintivo de aversão. Sou tão errada quanto os erros, e me impressiono por horas que eu sinto certeza de cometê-los. Eu queria refutações tanto quanto minha almejada mudança interna, eu queria ter uma bela solvência e voltar ao principio tanto quanto queria me conhecer razoavelmente bem. Sinto que esse elo invisível entre o que eu não tenho é o que me prejudica. Vejo nosso desconhecimento interno palpitando sobre qualquer outro ângulo do grande ego sob ressaltante. Porque somos tão sensíveis, mas quando escolhemos palavras para com os outros, escolhemos mal e agimos da forma mais insensível possível? Não há lógica, tudo esta suspenso na corda fina e escorregadia do fim.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Um dos motivos que eu odeio ser filha única é ter que brigar em dobro. De não querer conversar, mas ser a única filha para poder conversar. De ser uma pessoa totalmente livre de planos, mas que é a única para eles depositarem todos os planos. Eu odeio tanto amor, tanta atenção, eu não gosto de ser mimada... Eu não escolhi. Ser filha única implica no fato de você não ter com quem se comparar e nem em quem jogar a culpa, implica no fato de você ser a única pessoa que vê o lado de ser filha, de ser mandada e não de mandar. Eu odeio esse lance de ter razão e mesmo assim não ter, eu odeio ter que ficar quieta porque eu gosto de gritar, porque sou louca e histérica, ou odeio não poder usar meus argumentos, eu odeio usa-los e magoar as pessoas que eu amo. Eu odeio, eu odeio ter sentimentos, queria ser muito fria e não sentir nada, nem dor nem solidão. Eu odeio meu mundo e meus estudos e meus esforços e minhas crenças, porque elas não me fazem completamente feliz, porque eu me sinto muito mal agora. Eu odeio ter que sempre explicar porque estou feliz ou contente, eu odeio que se importem comigo, eu odeio tirar notas baixas e depois contar, eu odeio sair de casa e odeio o mesmo tanto ficar dentro dela. Eu odeio ouvir musicas bonitas e chorar, eu odeio tanta coisa, que eu odeio saber disso e relatar isso, eu odeio falar sozinha, eu odeio inglês. EU ODEIO EU ODEIO EU ODEIO EU ODEIO. Eu odeio saber que isso é uma terapia pra mim, eu odeio comentários anônimos, eu odeio sentir tudo isso...
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